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Revista N.º 49

Partilhar N.º 49

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Nota de Abertura

Toda a comunidade de Alcoólicos Anónimos celebra, nas mais variadas línguas e durante o mês Sete que há pouco findou, um sentimento fundamental para a recuperação efectiva dos alcoólicos. Referimo-nos, obviamente, à humildade; tema que dá corpo ao Passo Sete do programa de recuperação de AA. Num mundo onde as aparências, a ostentação fútil e a exposição a qualquer preço nos são apresentados, diariamente, quase como valores normais de comportamentos e até de modos de vida, a humildade sugerida em AA toma uma inusitada relevância.

Não só pelo sentimento em si, que é incompatível com o mediatismo e eventual aproveitamento, mas pela qualidade de carácter necessária à sua existência. Falamos, claro está, da honestidade. Para os membros de AA que se preocupam em praticar o melhor que podem os princípios sugeridos, a honestidade é a base fundamental, o alicerce indispensável. Porque, para uma efectiva mudança, torna-se essencial fazer as coisas, sejam elas quais forem, pelas razões correctas. Sem falsos argumentos, meias verdades ou de “faz de conta”.

Entretanto convém ter sempre presente que em AA, para se chegar a uma atitude de alguma humildade, há um caminho longo e difícil que é necessário percorrer: admitir a impotência, acreditar numa força superior á nossa, aceitar e entregar superiormente a nossa vontade e a nossa vida, fazer um rigoroso inventário moral de nós próprios, admitir perante nós e perante outros a natureza dos nossos erros e dispormo-nos, inteiramente, a livrar-nos dos nossos defeitos. Usando, naturalmente, da honestidade e boa vontade necessárias. Por esta altura, eventualmente, ter-se-á adquirido a humildade necessária para abrir mão das partes menos boas do “EU” de cada um que, cíclica mas inexoravelmente, continuam a ensombrar de forma variada, as nossas vidas.

Assim, a paz de espírito esperada deixa de parecer uma utopia, a sobriedade emocional pode antever-se se bem que ainda em lampejos e, as promessas, de algum modo, vão-se cumprindo. De qualquer maneira, a grande dificuldade será sempre a causa das coisas, ou melhor: a sua honesta identificação. Porém, e sendo provavelmente o caminho menos percorrido, o livro “Alcoólicos Anónimos” indica claramente a direcção a seguir.

O Editor.

Título do artigo
1 "Não é a minha sorte que tem de mudar…"
2 Estes São os Passos que Seguimos... 7º Passo
3 Estes São os Passos que Seguimos... 8º Passo
4 Estes são os Passos que Seguimos... 9º Passo
5 Não Posso Mudar o Vento, mas Posso Ajustar a Vela...
6 Experiências Pessoais
7 Mais Experiências Pessoais...
8 Serenidade...
9 Ingovernabilidade
10 Entrevista com...
 
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Actualizado Dez. 2009 webmaster