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Palavras Soltas
O teste das horas difíceis É perante as dificuldades que a vida coloca aos membros de Alcoólicos Anónimos que estes, podem ajuizar dos progressos que tiveram fruto das mudanças que o programa de recuperação nos propõe. É confrontando-se com problemas graves, daqueles que podem fazer emergir a raiva, a teimosia, os ressentimentos do amor-próprio ferido, a arrogância e o orgulho, o auto engano e a intolerância, que o membro de AA avalia a sua verdadeira condição espiritual. O 4º Passo do Programa de Alcoólicos Anónimos é fundamental para um conhecimento real da situação, quando se colocam as seguintes perguntas: A minha raiva em relação a mim ou aos outros tem, por exemplo, origem nas minhas expectativas frustradas? Não terão sido estabelecidas metas demasiado ambiciosas? Não terão sido ignoradas ou menosprezadas as capacidades de terceiros em agirem por si próprios e de maneira diversa à que eu tenho como certa? Estarei a ser perseverante, insistente e determinado? Ou apenas teimoso, motivado pelo orgulho que me impede de reconhecer o erro do meu julgamento? Ajo com assertividade e firmeza defendendo convicções apoiadas nos valores espirituais do programa? Ou uso de arrogância e intolerância, originadas pela imagem que tenho de mim mesmo e pelo amor-próprio ferido? Quando constato falhas nos outros que me incomodam, refiro-as de maneira pacífica e com aquele grau de aceitação necessária à harmonia? Ou comprazo-me em apontar os erros, dando uma ênfase altissonante às consequências, mesmo que hipotéticas? Face a face com as adversidades, umas decorrentes das circunstâncias normais da vida e outras originadas pelos meus actos tenho, agora em recuperação, o livre arbítrio de escolher o caminho que quero percorrer: o que me é apontado de forma tentadora (até exibicionista), pelos meus instintos por vezes ainda desenfreados ou por aquele outro, que me pede alguma humildade, flexibilidade, boa vontade e mente aberta? Hoje, sem beber, posso escolher e ser apenas eu próprio, verdadeiramente responsável pelos meus actos. O Editor |
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