Partilhar 2007
  • Revista N.º 41   ( 11 Artigos )

    Revista N.º 41

    Nota de abertura

    Năo sabemos quantos somos; năo nos conhecemos todos uns aos outros; uns săo ainda novos, outros já mais velhos. Homens e mulheres. De todas as profissőes, raças e credos. Como tal, existem diferenças entre nós e muitas vezes essas diferenças săo grandes. Vivemos todos, sem excepçăo, uma experincia mais ou menos longa, mais ou menos sofrida, mas muito, muito igual.

    Quando, numa reuniăo, falamos da nossa experiência pessoal, vemos abrir-se uma avenida na qual caminhamos todos. É a avenida da identificaçăo.

    Quando, numa reuniăo, ao falarmos da nossa experiência pessoal, notamos nas cabeças de outros companheiros acenos afirmativos, ou esboços de sorrisos, isso é uma manifestaçăo de identificaçăo.

    Esta identificaçăo é o que me faz entender-te e te faz entender-me de uma forma especial. É através da identificaçăo que eu me reconheço em ti. É o que me diz que tu e eu somos iguais. É algo que me tirou do isolamento profundo em que vivi a pensar que năo existia ninguém como eu. Foi como um nascer do sol numa vida de escuridăo.

    A identificaçăo é algo que dissipa quaisquer diferenças entre nós. É algo que nos une. É algo suficientemente forte para relegar para segundo plano pormenores pessoais, profissionais ou ideológicos que năo săo comuns a todos, e faz realçar aquilo que sem excepçăo todos sentimos - o nosso alcoolismo.

    E porque a forma de o sentir é tăo real, e porque esta soluçăo que encontramos em Alcoólicos Anónimos é tăo eficaz, e porque o bem-estar que vamos obtendo é tăo saboroso, que o tentamos passar a outros alcoólicos. Tăo iguais a nós. Com quem nos identificamos mais uma vez.

    O EDITOR

  • Revista N.º 39   ( 8 Artigos )

    Revista N.º 39

    capa 39 web

    Nota de abertura

    Chegou um novo ano. Novinho em folha.

    O ano de 2007 năo está previamente definido como um bom ou mau ano. Ele é o espaço virgem em que vamos viver a nossa experiência, em que vamos fazer escolhas perante os factos que o desenrolar da nossa vida nos vai apresentando. É uma página em branco do livro em que vamos escrevendo a história da nossa vida.

    Săo as escolhas, as experiências e as aprendizagens que escrevermos nesta página em branco que nos văo moldando, que nos văo tornando nos seres humanos que seremos amanhă.

    Neste início de ano tracemos pois objectivos de mudança de acordo com aquilo que queremos melhorar em nós próprios.

    Nas páginas desta nossa revista encontramos partilhas que nos inspiram e incitam numa atitude de mudança, construçăo e crescimento. Cada um destes artigos é precioso pois transmite a experiência de quem os escreveu.

    A experiência partilhada em Crescer num novo caminho mostra-nos precisamente que a mudança é a resposta. A esperança e alegria estăo bem patentes em Trabalho de equipa. Em Apostar no dia de hoje lê-se o desejo de construir. A Gratidăo comove-nos pela simplicidade e pela força dos sentimentos partilhados. A descoberta da Fé partilhada em obras e a Fé ilustra bem um caminho de mudança pessoal. A esperança partilhada em Persistęncia na recuperaçăo contagia-nos e incita-nos. Na Entrevista podemos conhecer melhor uma companheira da Área 9, que nos fala do seu percurso em AA. A aceitaçăo como ponto de partida para a mudança está sublinhada no artigo Aceitaçăo, tolerância e auto-estima.

    Boa leitura. E que 2007 venha a ser recordado como um ano de crescimento e realizaçăo neste nosso caminho de recuperaçăo em Alcoólicos Anónimos.

    O EDITOR

  • Revista N.º 40   ( 15 Artigos )

    Revista N.º 40

    capa 40 web
    Nota de abertura

    Começou por ser obra de um pequeno grupo de membros entusiastas que, com pouquíssimos meios mas com amor e muito trabalho, asseguravam a saída regular do Apartado 4331. Hoje, a revista Partilhar já é feita por um grupo de trabalho constituído por vários membros e alguns meios que, com o mesmo amor e dedicaçăo, săo responsáveis por esta nossa revista que celebra o seu 10ş aniversário.

    Houve um enorme caminho percorrido. Se é certo que temos motivos para estarmos gratos aos membros dedicados que ao longo destes 10 anos se tęm encarregue de nos fazer chegar ŕs măos esta publicaçăo, também é certo que devemos imenso à nossa própria Comunidade. Cada vez mais a matéria-prima da nossa revista săo as partilhas que recebemos dos nossos companheiros. É graças ao interesse que a Comunidade tem na Partilhar e ao bom nível de subscriçőes dos nossos membros que hoje temos uma revista digna de AA e auto-suficiente.

    A "Partilhar" é o que é hoje graças a toda a Comunidade. Podemos estar justamente orgulhosos da revista que temos e confiantes no seu futuro.

    Podemos ler partilhas de alguns membros que integram ou integraram o grupo de trabalho das Publicaçőes recordando os primeiros tempos da revista, as dificuldades, as alegrias, o caminho que eles próprios percorreram, a gratidăo e a oportunidade que o Serviço representa para a recuperaçăo individual.

    Também se fala de Serviço em "Uma perspectiva de fé", testemunho de quem encontrou significado para a vida em Alcoólicos Anónimos.  

    Em "Alegria de viver em sobriedade" e "Tenho de fazer a minha parte" podemos entender a esperança de quem entrou em recuperaçăo. Podemos identificar-nos com os sentimentos descritos em "Mudança" e com a partilha sobre o Amor "Em recuperaçăo, o amor é incondicional". A partilha sobre o Primeiro Passo mostra-nos que também para alguém em Cuba o Primeiro Passo é a porta de entrada para uma nova vida.

    Săo partes de vidas que aqui estăo escritas. É a inestimável experiência que aqui nos é oferecida por quem a viveu. Vamos, pois, apreciar a riqueza do conteúdo desta nossa revista que nos proporcionará, com certeza, bons momentos de leitura e inspiraçăo.

    O EDITOR

  • Revista N.º 42   ( 13 Artigos )

    Revista N.º 42

    Nota de Abertura

    Săo 10h30m de Domingo no Escritório de Serviços Gerais.

    Mais uma reuniăo de serviço de uma das Comissőes está a começar. Uma agenda pouco extensa (3 pontos), pressupőe uma reuniăo fácil e de curta duraçăo.

    No entanto, um dos pontos da agenda, reveste-se de grande sensibilidade.

    Năo se trata de uma questăo de trato frequente. O assunto que envolve, é algo em que nos estamos a iniciar agora e por conseguinte ainda năo temos experiência.

    Por vezes, quando se tem de lidar com algo que se conhece menos bem ou com algo que envolve uma abordagem mais cuidada, a insegurança ou até mesmo o cuidado mais elevado que se utiliza, torna a discussăo dos assuntos mais acesa.

    Foi o que, a meu ver, se passou hoje quando a páginas tantas, o tom da discussăo se elevou ou até se desviou do seu ponto fulcral para assuntos colaterais que carecem e merecem uma útil abordagem mas noutra altura e com outras pessoas.

    Parte desta reuniăo năo decorreu, portanto, num ambiente dos mais agradáveis que tenho presenciado, o que deixou nos presentes uma sensaçăo de desconforto muito pouco habitual nos ambientes de AA.

    Lá por alturas do meio da reuniăo, ouvimos a chave a rodar na porta da rua e por ela entrou um companheiro nosso que vinha, como habitualmente, para o seu período no atendimento telefónico.

    Saudámo-nos, e lá foi ele para o local onde se encontra o telefone, provavelmente ouvir e encaminhar as mensagens deixadas no gravador ou tomar nota das chamadas năo atendidas. Năo voltei a dar conta dele.

    A Reuniăo da Comissăo prosseguiu o seu curso de acordo com a agenda e algumas vezes no tom que acabei de descrever algumas linhas atrás.

    Săo 12h50m de Domingo no Escritório de Serviços Gerais.

    A discussăo dos pontos constantes da agenda chegou ao fim. O coordenador desta Comissăo propôs que a mesma fosse encerrada com a "Oraçăo da Serenidade".

    Os preparativos para o encerramento da reuniăo, com os Companheiros a disporem-se à volta da mesa para darem as măos como habitualmente fazemos quando nos preparamos para fechar as reuniőes, năo passaram despercebidos ao companheiro do atendimento, que se levantou de um salto e veio literalmente a correr de sorriso francamente aberto participar no encerramento desta reuniăo.

    O sorriso franco e leal voltou aos rostos de todos, os abraços finais foram efusivos como habitualmente.

    O ambiente, como por magia, mudou.

    Alcoólicos Anónimos é isto também: sempre que a nossa "linguagem do coraçăo" é utilizada, todos os factores que nos podem desunir ou fragilizar passam imediatamente para um plano de grande irrelevância, porque nós sabemos que temos algo que nos une, porque nós sentimos essa uniăo, porque nós queremos que essa uniăo prevaleça.

    Alcoólicos Anónimos tem magia, asseguro-vos!

     

    O EDITOR

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